Castrou-me o sonho.
Desvirtuou-me o que pretendi
ser.
Escureceu-me a memória
na azáfama dos dias
(do) que pretendi viver.
Dialoguei imaginários devaneios
em silêncios sábios
de Luz, fugazes.
Naufraguei nas margens do nada,
inventei-me
em ânsias de viver
audazes,
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Prolegómenos sobre “Na Teia do Esquecimento” de Antero Jerónimo
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