18/02/12

Poema 4-Fragmentos dum poema

4.

Na rua por onde passo
nu
quando a consciência da loucura
me não deixa pensar
vejo a explosão tardia do sol.

Há palavras sem desejos de saírem
para a rua
perdidas no latir do vácuo existente
no cérebro.

Estala-me neste combate
o completo abandono das coisas mortas.
As palavras nuas atingem-me
como o esplendor do sol que abre do nada
e sabe que ao nascer
ficará tudo.

E a morte nos espaços de cada coisa
respira
breve.

A luz parida da sombra
é a força
e o conflito
o silêncio e o grito
a coragem e o medo
de agir em modo contrário aos valores.

____ Alvaro Giesta (2012)

A Alquimia do Verbo

copyright da fotografia XMAIA in Olhares.com o corpo, manhã erguida (como se fosse o Ponto de Bauhüte) [i] 1. nu bran...