…já estão vazias
e são estátuas de vidro em reflexão
deixai em paz o coração
que frágil tece a teia em que ainda
quer apenas viver por frágeis dias
abismo profundo em névoa
se desvanece
e um raio em ira que fende o céu
em dois cai quase a prumo
e atordoa e fere e mata
e enlouquece
mas não perde este Homem do seu norte
o rumo
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Prolegómenos sobre “Na Teia do Esquecimento” de Antero Jerónimo
Doem-me as mãos com que te escrevo estes versos… É do peso da espingarda, é do canto que se obrigam a escrever ...
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